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Ópera brasileira: não há nada igual

A bailarina desfila diante da ala das baianas. Nenhuma festa popular do mundo é capaz de incorporar tantas expressões artísticas ao mesmo tempo quanto o Carnaval brasileiro. Especialmente nos desfiles do Rio, ele é resultado do trabalho conjunto de uma legião de artistas. Músicos, compositores, percussionistas, escultores, coreógrafos, engenheiros, artistas de circo, figurinistas, costureiras...
Escrito por Samir ou Will às 09h18
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Quem se dá ao trabalho de estudar um pouco os sambas-enredos e como eles se traduzem em fantasias e carros alegóricos, descobre que o Carnaval se tornou a ópera popular moderna. Histórias contadas com música, dança, vestimentas, esculturas, luzes, nudez e alegria. Olhando o desfile da Beija Flor na Marquês de Sapucaí em 2006, foi difícil encontrar um rosto negro entre os passistas. Turistas abonados, estrangeiros e paulistas, ajudam a sustentar as escolas comprando fantasias. Mas, neste caso, são os brancos que sucumbem a uma festa de pretos e pobres, nascida nos morros do Rio de Janeiro. Quem acha que a presença da classe média desfigura o Carnaval carioca está enganado. Não se trata de uma festa congelada no tempo.
 A foto acima, feita durante o desfile das escolas de samba de São Paulo, registra uma inovação: é crescente a presença de mulheres nas baterias, mesmo tocando instrumentos tradicionalmente reservados aos homens, como o surdo. Na essência, o Carnaval carioca continua sendo uma festa popular. Os blocos renasceram, levando milhares de pessoas às ruas na temporada pré-carnavalesca. Na Marquês de Sapucaí, pode se argüir que o dinheiro pago por paulistas e estrangeiros, os patrocínios e os direitos de televisão tendem a profissionalizar as escolas de samba. É importante que elas possam se tornar financeiramente independentes do crime organizado, sem cortar o cordão umbilical com os bairros de origem.
Tanto no Rio quanto em São Paulo, além de reverenciar a velha guarda as escolas patrocinam as alas-mirins.Despertam desde cedo nas crianças da favelas, vilas ou bairros, a ligação com um espaço comunitário. Em São Paulo no entanto, a história do samba é outra,é paixão acima de tudo, clubística. Qual é a escola que mais leva torcedores para o sambódromo do Anhembi? A Gaviões da Fiel, sem dúvida. O desafio é fortalecer este vínculo entre clubes e escolas desmontando o aparato daqueles que se apropriam da paixão por times de futebol para promover uma guerra de quadrilhas. Falo da Gaviões, mas também da Mancha Verde, que se matam nas ruas em nome do Corinthians e do Palmeiras.
Escrito por Samir ou Will às 09h17
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O caráter de show televisivo veio para ficar. É bobagem atribuir à Globo, ou a qualquer outra emissora de tevê, uma suposta influência negativa sobre o verdadeiro samba. Noel Rosa? Pixinguinha? Ninguém é capaz de apagar o DNA de gênios da música presente no samba atual. Mas não vivemos mais nos tempos de Noel, nem de Pixinguinha, o Carnaval é festa-espetáculo, hoje transmitido ao vivo para dezenas de paises. Um dos episódios mais curiosos sobre o desfile do Rio de Janeiro aconteceu em 2005. A carnavalesca Rosa Magalhães, da Imperatriz Leopoldinense, trouxe para a avenida um enredo sobre os contos infantis do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Representantes do governo da Dinamarca vieram ver. Ficaram tão entusiasmados que produziram um livro com as fotos do desfile. As maquetes dos carros alegóricos e roupas usadas no desfile fazem parte de uma exposição itinerante na Dinamarca. Isso talvez ajude a convencer aquela legião de brasileiros - bem definida pelos argentinos como macaquitos - que só dão valor à cultura brasileira quando ela faz sucesso no estrangeiro. O Carnaval é uma boa ocasião para refletir sobre a influência dos negros na cultura brasileira. A beleza, o ritmo e a alegria deles, graças a Deus, foram incorporadas à nossa herança genética. Alguém aí consegue imaginar um Brasil só de brancos, sem graça, sem samba, música e Carnaval? Para os racistas, um argumento demolidor: alguém aí consegue imaginar o Brasil freguês da Argentina no futebol? Os negros são tudo de bom. De observador, no sambódromo de São Paulo, fiquei só admirando a graça, a pose, o estilo de homens e mulheres negros. E o que dizer das mulatas? Aí, entramos no campo do irracional. Será o meu sangue de descendente de português? O Carnaval é uma boa ocasião para refletir sobre a influência dos negros na cultura brasileira. A beleza, o ritmo e a alegria deles, graças a Deus, foram incorporadas à nossa herança genética. Alguém aí consegue imaginar um Brasil só de brancos europeus, sem graça, sem música,samba e Carnaval?
Escrito por Samir ou Will às 09h17
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 Ah, e quando você ouvir falar em comunidade, nas transmissões de tevê, estão se referindo às favelas, durante o ano todo, quando bandos disputam à bala o controle de pontos de drogas, esses locais são chamados de favelas. No Carnaval, a favela se transforma em comunidade, mas só até a quarta-feira de Cinzas. Depois disso, voltam a ser favelas, com toda a indigência social que a hipocrisia brasileira tenta esconder com truques de linguagem.
Escrito por Samir ou Will às 09h17
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OBRIGADO
Como se diz mesmo? "DA LICENCIS PUI FAVÔ?! OBRIGADIS. É NOIS NA FITA, É TUDO E NOSSO E NADA DO GUVERNU ... !"
To chegando pra fazer a diferença, e tentar explicar o que se passa na cabeça do ser humano !!!

Ass.: Samir Pallilo
Escrito por Samir will às 15h40
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Olá
Hoje 15/09/2006 (dá 5 ,numerólogos de plantão, isso é bom ou ruim?) nasce um novo blog, quiçá um dia, se tornará um programa, de radio, tv, ou tv internautica, quem sabe?
Esperem e verão...

Obs: Idéias surgem, devemos apenas aprisioná-las em frases e palavras.
Escrito por L.usui às 15h03
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